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O pai que tivemos e o pai que carregamos
Algumas datas despertam sentimentos que ultrapassam aquilo que o calendário anuncia. O Dia dos Pais pode reunir a gratidão por uma presença que ofereceu amparo e direção e a dor de uma ausência, de uma relação interrompida ou de um vínculo que jamais conseguiu tornar-se verdadeiramente protetor. A palavra “pai” pode evocar segurança, orientação e pertencimento, assim como despertar lembranças de silêncio, medo, distância, abandono ou ambivalência. Muitas pessoas foram amadas
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há 4 dias5 min de leitura


151 anos de Carl Gustav Jung: o homem que nos ensinou a escutar a alma
No dia 26 de julho de 1875, nascia, em Kesswil, na Suíça, Carl Gustav Jung. Passados 151 anos, sua obra continua viva, atravessando gerações e dialogando com uma das necessidades mais profundas do ser humano: compreender a própria alma. Poucos pensadores exerceram tamanha influência sobre a forma como entendemos a psique. Jung ampliou as fronteiras da psicologia ao afirmar que o ser humano não pode ser reduzido apenas ao comportamento observável, aos sintomas ou às explicaçõe
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26 de jul.3 min de leitura


O dia em que a fotografia voltou a ser lembrança
Existe um momento no luto sobre o qual se fala muito pouco. Não é o momento da perda. Não é o momento do enterro. Nem o das primeiras lágrimas. É um instante muito mais silencioso. Quase imperceptível. O dia em que uma fotografia volta a ser lembrança. Durante algum tempo, aquilo que nos lembra quem partiu pode tornar-se insuportável. Uma foto. Uma roupa. Um objeto. Um perfume. Um lugar da casa. O nome escrito em um documento... Essas coisas por si só não machucam, mas nos a
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28 de jun.3 min de leitura


Quando o Futebol revela o Inconsciente
Em épocas de grandes competições, milhões de pessoas acompanham partidas, vibram com vitórias, sofrem com derrotas e experimentam uma intensidade emocional que, muitas vezes, ultrapassa o próprio esporte. O arrepio diante do apito inicial, o coração acelerado antes de um pênalti, o choro após o fim da partida ou a raiva que nos toma antes mesmo de compreendermos sua origem revelam algo importante: há mais em jogo do que onze jogadores correndo atrás de uma bola. À primeira vi
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14 de jun.4 min de leitura


Reflexões da série Geografia das Dores Humanas - texto 3: "Nem toda pausa é atraso"
Existem momentos em que a tarefa mais importante não é seguir adiante mais rápido. É descobrir para onde, de fato, estamos indo. Vivemos em uma cultura que parece ter transformado o movimento em virtude absoluta. Produzir, realizar, conquistar, responder, decidir, avançar. Tudo parece nos convocar para a próxima etapa, para o próximo resultado, para a próxima versão de nós mesmos. Muitas vezes, aprendemos a medir a vida pela rapidez com que resolvemos problemas, pela quantida
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7 de jun.4 min de leitura


Reflexões da série Geografia das Dores Humanas - Texto 2: "A ansiedade de quem tenta controlar tudo"
Há uma forma de ansiedade que não se apresenta apenas como medo. Ela se apresenta como cálculo. Como tentativa de previsão. Como necessidade de cercar a vida por todos os lados, antes que alguma coisa escape ao domínio da consciência. A pessoa não diz, necessariamente, “estou ansiosa”. Muitas vezes, ela diz: “preciso pensar melhor”, “preciso me preparar”, “preciso ter certeza”, “preciso saber o que vai acontecer”. Por fora, isso pode parecer prudência, por dentro, porém, há u
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17 de mai.5 min de leitura


Reflexões da série Geografia das Dores Humanas - texto 1: "A exaustão de quem não pode desmoronar"
Você já sentiu uma dor que não conseguia explicar? Que não tinha nome, não aparecia em nenhum exame, mas estava lá, pesada, presente, ocupando espaço dentro de você? Foi pensando nessas dores que nasceu esta série: Geografia das dores humanas. A cada semana, vou trazer aqui um tipo de sofrimento psíquico que muita gente carrega em silêncio, porque não sabe nomear, porque aprendeu que não devia sentir, ou simplesmente porque nunca encontrou um lugar seguro para falar sobre
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27 de abr.6 min de leitura


Raízes que já não alimentam
Há uma ideia silenciosa, quase nunca questionada, que atravessa a vida psíquica de muitas pessoas: a de que aprofundar é sempre sinônimo de amadurecer. Como se permanecer, insistir, criar raízes quanto mais profundas, melhor, fosse, por si só, sinal de força, de solidez, de verdade. Mas nem toda raiz nutre. Algumas apenas mantêm. E há uma diferença sutil, porém decisiva, entre estar sustentado e estar preso por aquilo que um dia sustentou. A imagem da raiz, quando pensada sim
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19 de abr.6 min de leitura


Quando o Sofrimento Protege
Há sofrimentos dos quais a pessoa quer se livrar o mais rápido possível. E isso é compreensível. Quem sofre quer alívio. Quer respirar melhor dentro de si. Quer parar de repetir o que machuca, o que esgota, o que estreita a vida, mas nem sempre aquilo que faz sofrer está ali apenas como problema, erro, excesso ou falha. Em alguns casos, o sintoma também cumpre uma função de proteção. Ele pode ser a forma precária pela qual a psique tenta evitar uma desorganização maior. Isso
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12 de abr.6 min de leitura


O que é Shadow Digital? A Sombra de Jung nas Redes Sociais
Vivemos numa época em que existir também significa aparecer. Perfis, fotos, stories, opiniões, posicionamentos. A vida psíquica ganhou vitrines luminosas. Nunca foi tão fácil construir uma imagem pública de si mesmo, e nunca foi tão difícil sustentar essa imagem sem sentir um cansaço silencioso por trás dela. As redes sociais criaram um novo palco para a personalidade. Ali escolhemos o que mostrar, o que esconder, o que filtrar, o que editar. Produzimos versões de nós mesmos
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6 de mar.6 min de leitura


Coincidência? Sincronicidade – quando o acaso tem alma
Há momentos em que a vida parece cochichar não em frases claras, mas em acontecimentos. Você pensa em alguém e, no mesmo dia, essa pessoa reaparece. Um livro “cai” da estante exatamente na página que responde à sua pergunta silenciosa. Um sonho insiste… e a realidade responde. Coincidência? Talvez. Mas talvez não apenas isso. Para a Psicologia Analítica, existe um tipo de acontecimento que não se explica pela causalidade clássica, aquela lógica de causa e efeito que organiza
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26 de jan.4 min de leitura


Por que Precisamos dos Símbolos?
Existe um cansaço que não se resolve com descanso, uma sede que a água não sacia, uma tristeza que não tem nome. Mesmo cercados de tecnologia, conforto e informação, muitos de nós vivemos com a sensação de que algo essencial está faltando. Em silêncio, a alma grita. E nem sempre sabemos escutá-la. Vivemos na era da hiperconexão, da informação instantânea e do progresso tecnológico sem precedentes. No entanto, paradoxalmente, nunca nos sentimos tão vazios. Há um cansaço que nã
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20 de jan.5 min de leitura


Não é só uma Virada de Ano
Ano novo. Atravessamos mais uma curva do tempo. Enquanto o mundo celebrou com fogos, contagens regressivas e promessas apressadas, pode haver algo mais sutil, mais íntimo, acontecendo no fundo do ser humano… basta prestar a atenção em si. Um convite silencioso à reflexão, uma pausa sagrada entre o que já não é e o que ainda não chegou. É comum pensarmos em resoluções, listas, metas. Mas talvez, mais do que decidir o que queremos fazer, o verdadeiro movimento seja outro: escut
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13 de jan.4 min de leitura


Red Flags x White Flags: Os Sinais que Ferem e os que Salvam o Amor
Fala-se muito sobre as red flags , os sinais de alerta em um relacionamento. Mas e as white flags ? Os sinais de que o amor é seguro e de que há espaço para crescer, ser e sentir? Entre aquilo que fere e aquilo que cura, existe uma dança delicada de comportamentos, palavras e silêncios. Este texto é um convite para olhar com mais consciência para ambos os lados, reconhecer os padrões que adoecem, mas também valorizar os gestos que salvam a alma e mantêm o amor vivo. No iníc
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6 de jan.6 min de leitura


Ano Novo não é promessa; é limiar.
O Ano Novo costuma ser vendido como um recomeço mágico: roupas brancas, listas intermináveis de metas, frases motivacionais repetidas como mantras vazios. Mas a psique não funciona por decretos. A alma não obedece ao calendário. Do ponto de vista junguiano, o Ano Novo pode ser um limiar psíquico . Um ponto de passagem simbólico onde o velho ainda não morreu completamente e o novo ainda não nasceu. É um território instável, e por isso mesmo, fértil. Entrar em 2026 pode pedir
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30 de dez. de 20254 min de leitura


Natal Interior: Quando a Luz Nasce no Escuro da Alma
O Natal pode ser mais do que uma festa: ele pode ser um portal. Um convite ancestral ao autoconhecimento , à espiritualidade vivida e à reflexão de fim de ano . Em meio ao brilho dos enfeites, dos encontros sociais e das promessas de um novo ciclo, muitas pessoas se veem tomadas por uma sensação estranha: uma tristeza fina, uma melancolia silenciosa, uma vontade de estar longe. E, por mais incômoda que essa sensação pareça, ela pode ser um chamado simbólico . O Natal moderno
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23 de dez. de 20253 min de leitura


Quando nos Perdemos de nós Mesmos: e o outro?
Em muitas relações, especialmente as afetivas, há um fenômeno sutil e quase invisível que começa a acontecer com o tempo: o desaparecimento de si mesmo. Não por escolha consciente, mas por um processo lento de desconexão com aquilo que nos vitaliza interiormente. Na perspectiva de Carl Gustav Jung, esse processo inicial de desaparecimento pode estar ligado a uma inflação ou identificação excessiva com a Persona. A Persona é a máscara social, o papel que desempenhamos para s
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16 de dez. de 20255 min de leitura


Micro romance ou micro farsa? Quando o afeto se camufla na superfície
Vivemos tempos em que o amor se fragmentou em pixels. Trocam-se juras de amor por stories de 15 segundos. No lugar de conversas olho no olho, mensagens rápidas, gifs, emojis, memes românticos e aquela figurinha “bom dia com carinho”. Chamam isso de micro romance. A ideia é doce: pequenos gestos diários, afetos mínimos porém constantes, que carregam ternura e atenção. Um “lembrei de você”, um “chegou bem?”, um “olha essa música que tem sua cara”. Na teoria, o micro romance é
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14 de nov. de 20254 min de leitura


Por que me apaixono por quem me machuca?
Poucas perguntas tocam tão fundo a alma quanto esta: por que me apaixono por quem me machuca? O que muitos chamam de “dedo podre” não é azar. É a linguagem simbólica do inconsciente se manifestando em nossas escolhas afetivas, tentando nos levar, mesmo pela dor, a um encontro mais profundo com nós mesmas. É a alma sussurrando: “Preste atenção em mim...” Essa dor, que parece tão íntima e pessoal, na verdade ecoa em muitas histórias. E por mais que tentemos explicá-la com lógic
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31 de out. de 20254 min de leitura


A Procrastinação e o Tempo da Alma
Tenho observado, ao longo do anos, a estranha tendência humana de evitar aquilo que mais necessita ser feito. É o que o mundo moderno, em sua pressa de classificar tudo, chama de procrastinação . Este termo, tão comum em tempos atuais, carrega a aparência de uma disfunção moral, como se o indivíduo que adia suas tarefas fosse simplesmente preguiçoso ou desorganizado. No entanto, o que o homem moderno chama de defeito, o inconsciente pode estar vivenciando como uma forma de de
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16 de out. de 20256 min de leitura
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